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	<title>Entre Ossos e Palavras.</title>
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		<title>Entre Ossos e Palavras.</title>
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		<title>Caixinha.</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 23:16:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em frente ao computador ela era perfeita, preenchida pela perfeição.Tinha tantos amigos que morriam de solidão, tantas tarefas a ocupar o seu dia. Não pensava, não julgava, calava, sorria, tirava fotos, dizia coisas legais, enchia o mundo de um colorido. Um colorido falso, todos os dias antes de dormir, colocava os pensamentos de molho, repetia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=47&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em frente ao computador ela era perfeita, preenchida pela perfeição.Tinha tantos amigos que morriam de solidão, tantas tarefas a ocupar o seu dia. Não pensava, não julgava, calava, sorria, tirava fotos, dizia coisas legais, enchia o mundo de um colorido. Um colorido falso, todos os dias antes de dormir, colocava os pensamentos de molho, repetia que o amava, mas na verdade, trazia consigo, um objeto perfurante atravessado no coração. E ao acordar, as manchas de sangue haviam atravessado a camisola e encharcavam o colchão. Todos os dias aquele velho colchão, bem maior do que ela, ia para o Sol. Havia manchas a secar. Ácaros para serem jogados fora. Uma vida para passar a limpo. Mesmo com 18 anos, cantava quase sempre para ninguém, sorria com desfaçatez, pintava o céu de azul-piscina e contava as imagens ali. Carregava consigo a certeza e o gosto que a música trazia, sentia na pele as notas, tentava tocar violão, mas nada sabia sobre coisa alguma. Guardava na gaveta, a caixinha de recordações; entre tantas fotos, parava e chorava, eram tantos amigos e pessoas naquela caixa, mas poucas, tão perto. Sentia pena, vontade de chorar e enlouquecer, o tempo não era o seu melhor remédio, seus desejos sim. Inconstantes, inconseqüentes, mas ela sabia sorrir, e como sabia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">Nas noites que se seguiram vivia sozinha a pensar. Vivia sozinha, nas noites que se seguiram. Nas noites vivia sozinha. Vivia sozinha. Sozinha.</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">ps: agora, já não me importo mais.</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=47&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lótus</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 15:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Do assombroso Vale das Lágrimas, brotou em terreno árido, a primeira flor de Lótus. Tímida e incipiente, galgara dentro da areia negra e pobre, o seu caminho à luz. Temia terrivelmente por si, questionava-se: Será o Sol, fonte de calor e conhecimento, bom para mim? De onde venho,na pequena semente, estamos plenos de escuridão, ansiosos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=45&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do assombroso Vale das Lágrimas, brotou em terreno árido, a primeira flor de Lótus. Tímida e incipiente, galgara dentro da areia negra e pobre, o seu caminho à luz. Temia terrivelmente por si, questionava-se: Será o Sol, fonte de calor e conhecimento, bom para mim? De onde venho,na pequena semente, estamos plenos de escuridão, ansiosos pelo Astro-Rei. O primeiro filamento despontou, esgueirou-se pelos caroços da terra úmida. Corando-se rapidamente, devido aos raios, e sorriu. O Sol percebeu o sorriso naquele planeta, o qual abençoava diariamente com seus raios. Brilhou ainda mais forte, explodindo em reações nucleares, sentindo orgulho de si.<br />
No Vale das Lágrimas, a flor ameaçava desabrochar, mas o Sol, antes amigo do sorriso, ficara quente demais, sufocando-a. O sorriso então desapareceu; o Sol não pode ver o que estava acontecendo, a imagem do sorriso iria demorar a chegar, e até lá lhe restava brilhar. Quando por fim se deu conta, entristeceu; quis parar de brilhar e culpou-se tanto, que a lua interpôs-se entre a terra e ele, escondendo suas lágrimas da flor. Desabrochando, olhando a face da lua<br />
com suas manchas cinzentas, a Lótus pôde enfim, deixar possuir-se pela alegria; na escuridão seria feliz. Amanhecendo, o Sol volta a iluminá-la, mas agora, fraco, brilha pouco; Não é mais o mesmo Sol e nem aquela é a mesma flor. Quando as quatro dimensões se juntaram, criaram o evento no passado onde sem interrupções, o amor durou oito minutos&#8230;</p>
<p><a href="http://ossosepalavras.files.wordpress.com/2008/06/bali-lotus.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-46" src="http://ossosepalavras.files.wordpress.com/2008/06/bali-lotus.jpg?w=300&#038;h=190" alt="" width="300" height="190" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/45/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=45&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quase esquina</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 18:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela morava na casa quase de esquina. Ah! Como esses “quase” nos atrapalham! Queria poder tirá-los e a partir de hoje dizer: Ela morava na casa de esquina. Assim mesmo, na casa que me dava duas opções para ir, mas na verdade, quando eu estava lá, não queria mesmo era sair. Nas despedidas (quase) sempre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=42&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Ela morava na casa quase de esquina. Ah! Como esses “quase” nos atrapalham! Queria poder tirá-los e a partir de hoje dizer: Ela morava na casa de esquina. Assim mesmo, na casa que me dava duas opções para ir, mas na verdade, quando eu estava lá, não queria mesmo era sair. Nas despedidas (quase) sempre nos beijávamos. E eu ia sorrindo, devagar e indo, para casa. Mas que casa longe, e caminhando leve, (quase) voltava para a casa do meu anjo. Ah! Essa vontade que não passa&#8230; Vontade que não me deixa. Mas (quase) morro por ela. Porque nesses casos, é válido morrer de amor.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://ossosepalavras.files.wordpress.com/2008/05/bomba2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-43" src="http://ossosepalavras.files.wordpress.com/2008/05/bomba2.jpg?w=300&#038;h=295" alt="" width="300" height="295" /></a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;">Álvaro de Campos</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;"></span> <span style="font-size:small;">Grandes</span></p>
<p><span style="font-size:small;"><br />
</span> <span style="font-size:small;"> </span><strong> Grandes são os desertos, e tudo é deserto.</strong><br />
<strong> Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto</strong><br />
<strong> Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.</strong><br />
<strong> Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes</strong><br />
<strong> Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,</strong><br />
<strong> Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.</strong></p>
<p><strong> Grandes são os desertos, minha alma!</strong><br />
<strong> Grandes são os desertos.</strong></p>
<p><strong> Não tirei bilhete para a vida,</strong><br />
<strong> Errei a porta do sentimento,</strong><br />
<strong> Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.</strong><br />
<strong> Hoje não me resta, em vésperas de viagem,</strong><br />
<strong> Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,</strong><br />
<strong> Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,</strong><br />
<strong> Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)</strong><br />
<strong> Senão saber isto:</strong><br />
<strong> Grandes são os desertos, e tudo é deserto.</strong><br />
<strong> Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,</strong></p>
<p><strong> Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar</strong><br />
<strong> Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)</strong><br />
<strong> Acendo o cigarro para adiar a viagem,</strong><br />
<strong> Para adiar todas as viagens.</strong><br />
<strong> Para adiar o universo inteiro.</strong></p>
<p><strong> Volta amanhã, realidade!</strong><br />
<strong> Basta por hoje, gentes!</strong><br />
<strong> Adia-te, presente absoluto!</strong><br />
<strong> Mais vale não ser que ser assim.</strong></p>
<p><strong> Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,</strong><br />
<strong> E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.</strong></p>
<p><strong> Mas tenho que arrumar mala,</strong><br />
<strong> Tenho por força que arrumar a mala,</strong><br />
<strong> A mala.</strong></p>
<p><strong> Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.</strong><br />
<strong> Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.</strong><br />
<strong> Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,</strong><br />
<strong> A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.</strong></p>
<p><strong> Tenho que arrumar a mala de ser.</strong><br />
<strong> Tenho que existir a arrumar malas.</strong><br />
<strong> A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.</strong><br />
<strong> Olho para o lado, verifico que estou a dormir.</strong><br />
<strong> Sei só que tenho que arrumar a mala,</strong><br />
<strong> E que os desertos são grandes e tudo é deserto,</strong><br />
<strong> E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.</strong></p>
<p><strong> Ergo-me de repente todos os Césares. </strong><br />
<strong> Vou definitivamente arrumar a mala. </strong><br />
<strong> Arre, hei de arrumá-la e fechá-la; </strong><br />
<strong> Hei de vê-la levar de aqui,</strong><br />
<strong> Hei de existir independentemente dela.</strong></p>
<p><strong> Grandes são os desertos e tudo é deserto,</strong><br />
<strong> Salvo erro, naturalmente.</strong><br />
<strong> Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!</strong></p>
<p><strong> Mais vale arrumar a mala.</strong><br />
<strong> Fim.</strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">ps: F.P. é um grandessíssimo F.D.P.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=42&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Momento.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 02:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duro é perceber agora, que tenho saudades infinitas&#8230; Há dois anos atrás, não havia cobrança e estava descartada a possibilidade de sentir saudades. Conseguia ainda seguir o mandamento dessa frase: “Sofrer é inevitável, a dor é opcional”. Da dor, conseguia extrair pequenas palavras e ações, meu impulso para viver e continuar, por mais que fosse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=41&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText">Duro é perceber agora, que tenho saudades infinitas&#8230; Há dois anos atrás, não havia cobrança e estava descartada a possibilidade de sentir saudades. Conseguia ainda seguir o mandamento dessa frase: “Sofrer é inevitável, a dor é opcional”. Da dor, conseguia extrair pequenas palavras e ações, meu impulso para viver e continuar, por mais que fosse ruim, por pior que fosse o dia. Agora não. Sinto que na verdade, a dor, está me libertando, mas não sem antes me testar, submeter-me a provas, das mais difíceis. São nesses momentos em que tenho certeza: está chegando a hora. A hora de transgredir e começar a evoluir de verdade. Suprir aquele vazio presente na maioria das pessoas, que sabem não ser a Vida uma torrente de acontecimentos, onde nascemos, crescemos, estudamos, nos formamos, casamos, viramos pais e morremos. Não, há possibilidades além dessa conta. Além de toda essa vida, há outra. E por merecimento, méritos adquiridos pelos nossos esforços, nos elevamos. É esse o meu momento. O da dura descoberta. Eu sabia que Deus(UNO) não criaria todo esse Universo para o pervertemos em busca por nossas vaidades. Minha intuição me dizia. Mas como demoro a atende-la, todo o resto torna-se difícil.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Momento de transição: Árduo, penoso; penso às vezes não poder suportar; e sinto inveja –salutar &#8211; daqueles que parecem não ter passar por essa situação; mas estou bem. Tudo no final fica bem. Se ainda não está bem, é porque não chegou no final.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Logo, em pouco tempo, não terei mais saudades tristes, mas saudades eternas, do que foi, e do que é.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Pouco me importa.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"></span></strong><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;"><!--[if !supportLineBreakNewLine]-->(Alberto Caeiro) F.P.<br />
<!--[endif]--></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=41&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dionísio e Hermes.</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 18:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[ensaio]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase me perdia em sonhos, quando a baforada do passageiro de trás me fez voltar a realidade, e da pior maneira. O cheiro de álcool fermentado no estômago junto com algum alimento – me parecia cebola-, vinham diretamente na minha direção. Não havia outros lugares, o ônibus as sete da noite é mais lotado que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=3&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span></span>Quase me perdia em sonhos, quando a baforada do passageiro de trás me fez voltar a realidade, e da pior maneira. O cheiro de álcool fermentado no estômago junto com algum alimento – me parecia cebola-,<span> </span>vinham diretamente na minha direção. Não havia outros lugares, o ônibus as sete da noite é mais lotado que loja em dia de liquidação, e a preguiça despertava só de me imaginar ficando em pé. Para contornar a situação, adotei a seguinte estratégia: inspirava e expirava no ritmo do dito. Se continuasse inspirando a expiração dele, ficaria bêbado. Se alguma sanguessuga aplicasse suas ventosas na veia daquele passageiro, iria ter de mudar de nome para: pingassuga! Não riu? É&#8230; Eu tentei.</p>
<p class="MsoNormal"><span></span>O camarada vez por outra soltava palavrões, xingava os ciclistas, os passageiros lentos no embarque, a demora do motorista, mas para não ficar sozinho no tribunal, e sem ter com quem conversar, aproveitou a proximidade e a suposta liberdade, engatando conversa com o cobrador.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Aí chefia, que demora né?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- É.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Pô, porque demora tanto?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Horário de pico cara, sempre entra muita gente.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Eu sentei nesse banco faz duas horas e não chego em casa, cara!</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Vai de táxi! – grita alguém.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">(Todos riem)</p>
<p class="MsoNormal"><span></span>O interessante do bêbado, e isso vale para todos que ficaram nesse estado, é que sempre pensamos discutir assuntos importantíssimos. Quantas vezes não presenciei <i>mistérios fantásticos sobre o mundo, sobre a vida, sobre as pessoas,</i> serem revelados na mesa de bar?! Uma centena. Como por exemplo, o fato de na adolescência descobrirmos que a maior santinha, a deusa, o monumento do 2º grau, a virgem acompanhada dos bajuladores, digna de todo o respeito, possível e imaginável, era na realidade, a amante do professor de física. Mas logo ele? &#8211; Nos perguntamos nessas horas. Deprimente. Ou seja, idiossincrasias tão inconscientes que não renderiam metade da folha de caderno sujo, tornam-se <i>grandes</i> <i>descobertas.</i> A ressaca moral, nada mais é que o arrependimento por expormos pensamentos dessa forma &#8211; como nesse texto. O diálogo continua.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Vai pra merda, porra! – diz, olhando pra traz com olhar vazio.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">Volta-se para o cobrador e pergunta: &#8211; Amigo, você tem família?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Tenho.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Pô, cara, eu tenho dois filhos&#8230; Uma menina de nove e um menino de 7. São a minha vida!</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Eu não tenho filhos. Sou só casado. Minha mulher é minha família.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Ah! Mulher passa cara, filhos não, são tudo que a gente tem mesmo! (filosofa)<span> </span>Cobrador, você tem folga na semana?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Só no domingo.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Pois é, a minha é hoje e amanhã. Por isso que eu bebi! Hoje é meu dia de folga, cobrador! Trabalho a semana inteira cara! Fudido! Só tomo cerveja no fim-de-semana. Não é todo dia que eu bebo não cara!</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Eu não bebo.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Cobrador, cansei de te chamar assim! Qual teu nome?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Hermes.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Meu nome é Dionísio, prazer.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">(Silêncio)</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Há quanto tempo você trabalha como cobrador, Hermes?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Tem 12 anos.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Cara, é tempo pra caramba. O serviço de cobrador é honesto! Todo cobrador trabalha honestamente! Eu sou honesto, Hermes! Nunca roubei ninguém! Nunca usei drogas! Bebo com o meu dinheiro, cara! Minha mulher não mora comigo, e todo final de semana, vou visitar os meus filhos, vou lá hoje. Ela não entende porquê eu bebo, mas vou dizer! Bebo porquê gosto, cara! É com o meu dinheiro, bebo quando quiser e quantas vezes quiser! Não é verdade, cobrador?!</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- É&#8230; Cada cabeça sua sentença.</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Isso, cara! To te incomodando?</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Não&#8230;</p>
<p style="margin-left:18pt;" class="MsoNormal">- Que bom.</p>
<p class="MsoNormal"><span></span>Perto do ponto de descida e já em pé, Dionísio diz, na verdade, grita, sem pausa: &#8211; Olhem para esse camarada aqui! O cobrador, o Hermes! É honesto, digno! O trabalho dignifica o homem! Esse cara vai longe! Gravem o que estou dizendo!</p>
<p class="MsoNormal"><span></span>O pobre do cobrador esforçou-se para rir, não conseguiu. As pessoas ficaram com medo. Todas calmas em seus assentos, cuidando da própria vida, exercendo o “crescei e multiplicai-vos” dia após dia. Estavam surpresos diante da figura do homem bêbado. Essas mesmas pessoas andando pelas ruas, já haviam acostumado com o espetáculo da fome dos garotos sem lar, do vício dos que cheiram cola para aplacar os desejos, daqueles que vivem sem sonhos, marginalizados. <span>Non-sense, ultra-chic?</span> Não<span>, </span>realidade<span>; a </span>imagem<span> do </span>bêbado<span> </span>veio<span> a </span>minha<span> </span>mente<span> </span>na<span> </span>semelhança<span> dos </span>poetas<span>, dos compositors,</span> pintores<span> e</span> escritores<span>. O</span> sujeito alí<span>,</span> falando só<span>, a platéia atenta e achando graça, compõe a metonímia do sujeito artístico. A bricolagem. O artista neste sentido é a porta para outras interpretações, o pensar estético, a metáfora. A análise parece infundada, transmutar o bêbado no sujeito artísitico? Calma moralistas, explico: esse pensamento é válido, no que há de mais profundo nessa relação: a quebra de barreiras. O artista e o bêbado(naquela atitude &#8211; o artista se define por sua obra, não pela pessoa), atacam, mudam, transformam, tiram-nos do estado de letargia e tentativa de autodomínio. O artista quer violência, não aceita passividade. Ambos preferem a loucura, o conhecimento aliado a intuição. E onde podemos encaixá-los? Na poesia. Nada transcende a poesia. Quer drogas<span> </span>ou caretice? Quer força e relaxamento? Guerra e paz? Poesia nos dá tudo. Na base da vórtice do conhecimento humano, estará a poesia. O bêbado era poeta. E não sabia. O bêbado não sabia dos meus pensamentos, mas fazia parte deles. E há tantas coisas que não sei.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span></span>Dionísio desceu. O cobrador suspirou aliviado. Querendo deixar sua marca na minha história, o motorista esbravejou: &#8211; vai, mala! – provocando nova onda de risos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span></span>E Dionísio se foi. Soube pela manhã, três dias depois, lendo o destaque na página do jornal: “caminhão mata funcionário embriagado”, a foto destacava o short de Dionísio, perto do restante do corpo, irreconhecível.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span></span>Hermes, continuou sendo homem, com a função que lhe cabia. Honesto e digno, como quis Dionísio. Viverá e morrerá sendo cobrador.</span></p>
<p class="MsoNormal">&lt;!&#8211;[if !supportEmptyParas]&#8211;&gt; &lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;</p>
<p><i>ps: Rubem Braga dizia que certas frases demitem jornalistas,</i> <i>eu diria que, certos textos acabam com blogs. abraços.</i></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=3&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como pude ser feliz.</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 16:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo, aproximadamente 6 anos atrás, conheci alguém. Uma pessoa diferente, sombria e pessimista, mas dentro de si, carregava tanto amor pela humanidade, que se tornara inflexível e crítico de nossa sorte. Sedento por corrigir erros de pedra. Eu, então com 13 anos, trazia conflitos aos montes e quis desistir. Parecia-me tudo sem sentido. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=39&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Há algum tempo, aproximadamente 6 anos atrás, conheci alguém. Uma pessoa diferente, sombria e pessimista, mas dentro de si, carregava tanto amor pela humanidade, que se tornara inflexível e crítico de nossa sorte. Sedento por corrigir erros de pedra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Eu, então com 13 anos, trazia conflitos aos montes e quis desistir. Parecia-me tudo sem sentido. Tentava entender à luz da razão, por que as pessoas eram deste ou daquele jeito, e por que o preconceito que gerava conflitos resumia-se a mola mestra do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Conheci pouco de psicologia, entreguei-me a livros panfletários, <i>auto-ajuda’s </i>patéticos, os <i>“How-to-do”</i> versões americanas da auto-ajuda daqui, que, confesso, conseguiam<span style="font-size:0;"> </span>me tirar do estado letárgico que por vezes dominava meus dias. Vejam, os livros, pra mim, não significam exercícios de raciocínio ou memória. Confesso lembrar poucas frases de livros, de prefácios, epílogos, etc. Não exercitei minha dialética, nem o compasso do pensamento lógico ao ler. Pouco importava como ainda pouco importa. Meu compromisso com os livros é de senti-los, deixar seus fluídos e signos atravessarem minha mente, corpo e respiração. Esquecer um pouco de mim, e mergulhar&#8230; Densamente, com paixão e dor, a alma a tremer. Pois naquelas linhas estão impressas a sangue, história, nome e sentimentos de outra pessoa, que talvez esteja mais solitário que eu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Certa vez, escrevi no final do texto <i>Escrita:</i> “a verdadeira liberdade mora no alvorecer”, estritamente no sentido de que após a noite, os ventos, o sofrimento e agonia de quem vive. Após o frio e a solidão contidos na lua e nas estrelas perdidas no Universo, viria o Sol entrando pelas janelas. Embaixo, nas frestas da porta, atravessando o corredor e iluminando a cama. A me chamar para viver e morrer. O Sol a me queimar a pele, lembrando o que sou. O Sol se doando e amando a bilhões de anos. Graças a seu calor a vida nasce e tem a possibilidade de renascer. Mas como somos contra a vida, adoramos a lua, o hermetismo, conhecimentos obscuros. Sempre preferi queimar ao Sol do meio-dia. E quando pensava nestas idéias, e tantas outras durante a noite, vinha a luz e o ocaso da escuridão, o calor pela manhã e eu dizia “não é justo querer morrer”.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span style="font-size:0;"></span><span style="font-family:times new roman;">Então, conheci aquela pessoa, o amigo do início do texto. Lembro-me do primeiro capítulo de seu livro, chamado “Da morte”. O parco conhecimento que possuía sobre filosofia, resumia-se na leitura forçada de a “República”. Experiência resumida a uma palavra: traumática. Nunca havia conhecido alguém tão chato e racional, mas ao mesmo tempo, alegre e idealista. Logo o identifiquei como homem de fé. Baseado na lógica dialética cansativa poderia estar certo? Sim e não. Tinha pretensão ontológica, acreditando porém na perfeição dos homens e instituições, o que mostra-se, impossível.</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Mas meu amigo &#8211; se é que posso chamá-lo assim – amargo, mostrou os erros das minhas frustrações, o quão infundadas elas eram. Aproximou-me da terra. Pude ver com maior clareza, a Vontade de Potência. A luta pela sobrevivência no meio atual, adquirindo valores universais, escancaradas àquela meia-luz. Tristemente percebi o<i> jogo.</i> Acabaram-se as emoções; o cordão fora cortado. O inconformismo sem fundamento transmutou-se no pleno olhar sobre “as relações humanas”. Uma visão de valor acima de qualquer conjectura iluminou minha mente. Entendi por que este amigo fora infeliz, e solitário entre as pessoas. Racionalizando o mundo a tal modelo aplicado a todos os entes e seres, não é possível ser feliz. É antes de qualquer coisa, passível de aceitar a infelicidade como condição. </span></p>
<p class="MsoBodyText"><span style="font-size:0;"></span><span style="font-family:times new roman;">Para não sucumbir, entreguei-me a poesia. O meu movimento é poético, cadenciado, só se pode realmente discutir ou aprender a chorar, na poesia. Agindo assim, me conformei? Não. Tenho sensibilidade para odiar e amar este mundo. E para crer que o melhor mesmo é “ser bom e ser feliz”. Mas quando não dá para agüentar, não vejo a bebida, as drogas, as crenças e qualquer atitude destrutiva como o meio para fugir desta porcaria. Sento, pego o copo d’água, caneta azul, folha A4 branca e lisa. Escrevo histórias que nem eu entendo completamente, já escrevi poesias, mas perdi a hora. Deixa correr o sangue para as folhas, e que estas, fiquem cheias de mim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:0;"></span>Obrigado Arthur Schopenhauer por me ensinar como ser feliz.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:'Times New Roman';"></span></p>
<p>Aprenda você também a ser feliz!<br /><span style="font-family:'Times New Roman';"></span>
</p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';">Feliz 2008!</p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=39&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 19:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[“Apenas um passo, mais um ou menos um, demorasse o tempo a passar ou parasse naquele instante, apenas a atitude de atravessar a rua. Não poderia ficar parado a vida inteira, pois nem sabia se tinha mais alguns segundos ou morreria logo depois de alcançar a próxima calçada. A morte o alcançaria, na hora presente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=38&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><a href="http://www.uri-geller.com/pics/sleep.jpg"><img style="display:block;width:393px;height:297px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" alt="" src="http://www.uri-geller.com/pics/sleep.jpg" border="0" height="245" /></a></p>
<div align="justify">“Apenas um passo, mais um ou menos um, demorasse o tempo a passar ou parasse naquele instante, apenas a atitude de atravessar a rua. Não poderia ficar parado a vida inteira, pois nem sabia se tinha mais alguns segundos ou morreria logo depois de alcançar a próxima calçada. A morte o alcançaria, na hora presente, sua última agonia não viria a se tornar pensamento, de imediato iria ser pego, maltratado, a vida extirpada sem direito a outra chance ou mais algum segundo. Pensou na hipótese, sentiu calafrio, lembrou dos livros de meditação, yoga, taoísmo e veio na mente que o nirvana, o sofrível Presente o pegaria na morte. O tempo ia consumir sua alma, seus desejos, corpo e pensamentos, idiossincrasias tão valorizadas: o seu jeito, costume, peças de roupa, tênis preto, o modo como acendia o cigarro, as palavras às vezes estranhas que saiam de sua boca, o andar desleixado, desligado, indiferente, a calça jeans surrada, o verbo mais-que-perfeito, o substantivo próprio, o sujeito(?), todos alcançados: na morte. Que idéia imbecil, pensou logo em seguida, mas era verdade, o egozinho inflado, inchado de si mesmo, de tantas visões e teorias havia encarado a realidade, enfim, realidade. Que mundo iria escolher? Que verdade iria abraçar até envelhecer e perceber que é  só mais um? Doeu-lhe o peito, doeram-lhe as mãos, a raiz do cabelo. A rua o esperava, alguns passos a mais, atravessava, apenas passos, apenas decisão, apenas a tal atitude – surre a palavra -, mas tudo doía, tanto desejo e medo. Tanta convicção e fraqueza, de onde surgiam? Ambigüidades, falta de coesão, coerência rasa, me tragam a maldita metafísica! Devo ser louco, pensou, mas o louco não sabe que o é, e existem tantas pessoas talentosas brincando de ser loucas, jogando palavras fora, olhando nos olhos de Minerva, sábia e irreal, achando engraçado dizer coisa com coisa, falar e falar, por falar, leviandade e idiotice. Frases decoradas, pouco raciocínio, monstros edificados sobre a fala, para depois ruírem  distantes, no vazio dos pensamentos soltos. Não queria ser assim, não mesmo. Preferiria a morte consciente à demência infantil. Morrer do bulbo ao lobo frontal, sem enganos, pequeno e sóbrio. Homem comum: não aspira a santo ou dono da verdade, é inútil. Não castigava as palavras, não poderia  ser poeta, não sente, só ouve, fraqueja, reproduz, nada de criações. Não pode! Não quer! Pensamentos assim o atormentavam, sem coragem para atravessar a rua, uma rua simples, cheia de carros, calçadas dos dois lados, nada demais ou extraordinário, estranhamente a rua fitava a cena, impassível. A dor ainda o afligia, qual o problema?, perguntava-se. Sentou, esperou, chorou, olhou ao redor, ninguém percebia a confusão, ninguém percebia aquela rua? Ninguém percebia o homem sentado? Não. Os comprimidos acabaram a duas semanas, esquecera de compra-los, não tinha mais crises diárias, não ouvia vozes a lhe ordenarem os atos e pensamentos. Estava livre dos remédios que lhe davam náuseas, tonturas e lentidão mental. De repente, veio a imagem da namorada, amava-a sinceramente, se dava ao luxo. Passava o dia a representar, a dizer coisas bonitas, versos inacabados, idéias estapafúrdias que pareciam complexas, dotadas de senso profundo, incompreensíveis, mas, afinal de que adianta ser simples? Ou melhor, alguém quer ser simples? Sorria. Os dois adoravam a sutileza do Ser, ou da Existência do Ser. Tanto faz, desde que o Ser fosse acompanhado do adjetivo. Ele sabia estar fingindo, fazendo os gostos dela, no fundo era um machista hipócrita, manipulador e insensível. A amava, mas não o suficiente para Ser. Ela gostava de histórias, de referências, trechos decorados e repetidos a exaustão, bom, se era isso o que queria pra manter o relacionamento, o teria. Gostoso é o faz de conta, enquanto sonhava, os dias passavam, preso as questões da realidade, múltiplas realidades, dimensões interconectadas,  poderia seguir os pensamentos do caos, gerando cosmos em seu rigor. Filtrava o mundo e via o que queria ver. Lembrou de imediato do encontro marcado e a imobilidade aumentara. Não se movia, os músculos retesavam. Era apenas uma rua. O que estava acontecendo? Teceu explicações, mas nada lógico, nem convincente a nível emocional, atravessando a rua, acabavam-se os dilemas, as fantasias, atravessasse logo, não pensasse, pensou. Nada. Conseguia mexer pouco com os olhos fitando o horizonte, tentava pegar o cigarro, as mãos obedeciam, movimentos semelhantes a qualquer autômato. Não conseguira, desistiu de levantar, aceitou a situação, não havia mais o que fazer, os músculos não respondiam as ordens do cérebro. Doía-lhe o corpo inteiro, o movimento involuntário da respiração trazia ainda dor sufocante no peito. Entregava-se. Dizia “apenas isso”, “apenas aquilo”, o apenas tinha se apoderado dele. Matava-se sem o saber, suicídio passivo. Não podia atravessar “apenas a rua”, não atravessava sequer o pensamento.”<br />Sentiu alegria, imenso sorriso a marcar o rosto, estava na hora. O homem batia-lhe na cara.<br />Abriu os olhos, estava acordado a mais de meia hora, o corpo leve, respiração suave. Há tanto tempo não escrevia nada, mas finalmente pela manhã tivera uma boa idéia. Precisava de café forte. Caneta azul e muitas folhas.</div>
</div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=38&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 17:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo, apenas corre, passa intocável.torna o mundo uma máquina, movida a segundos, horas e semanas. O incessante toque do relógio pra levar o caminho embora. O tempo, transforma distâncias em direções, chaves em segredos, sua compreensão abrange os entes em-sí, e só sua passagem, o instante-passado é produto para nossa percepção. O tempo, antes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=37&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.doutrina.linear.nom.br/vendas/sigma_orig.jpg"><img style="cursor:pointer;width:320px;" src="http://www.doutrina.linear.nom.br/vendas/sigma_orig.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p class="MsoNormal">O tempo, apenas corre, passa intocável.torna o mundo uma máquina, movida a segundos, horas e semanas. O incessante toque do relógio pra levar o caminho embora.</p>
<p class="MsoNormal">O tempo, transforma distâncias em direções, chaves em segredos, sua compreensão abrange os entes em-sí, e só sua passagem, o instante-passado é produto para nossa percepção.</p>
<p class="MsoNormal">O tempo, antes de dominar, medir e limitar, deixa-se livre, encoberto de vontades, onde a principal delas, resume-se ao inócuo desejo de atemporalidade, parada e abismo.</p>
<p class="MsoNormal">Que mal há nos ventos? Que mal pode existir no raciocínio binário? O mundo espaço-tempo sobrepuja a todas as coisas, nem a si mesmo escapa a mordacidade de sua força. Somos imensas vertigens. Somos tudo que não queremos ser e apesar da eterna lógica, manifestações do Saber: Não transcendemos; estamos preso ao físico e aparência. Cada salto – aparente -, está preso a irracionalidade do infinito. Quando o coração parar seus batimentos; terei compreendido. <i>Sideratio.</i></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=37&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 16:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[(Roberto Chichirro) Era um quase.. um onde.. o fim do início, o ponto de nada, o ponto de sempre, uma imagem indecente, o quase fluir do substantivo. Desencantei e cai quase-vivo pela experiência do vazio. Se sobrasse tempo, se o éter não fosse ar, se quebrasse o gelo e o mar entre tanta solidão e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=36&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_qOUeW0tNWkQ/Rulm9L37xKI/AAAAAAAAABk/Sjm1vlZMR6c/s1600-h/chichorro_b.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_qOUeW0tNWkQ/Rulm9L37xKI/AAAAAAAAABk/Sjm1vlZMR6c/s320/chichorro_b.jpg" alt="" border="0" /></a>                                                               (Roberto Chichirro)
<p class="MsoNormal">Era um quase.. um onde.. o fim do início, o ponto de nada, o ponto de sempre, uma imagem indecente, o quase fluir do substantivo. Desencantei e cai quase-vivo pela experiência do vazio. Se sobrasse tempo, se o éter não fosse ar, se quebrasse o gelo e o mar entre tanta solidão e espaço, seria&#8230; tudo&#8230; um mero lugar ermo no deserto. Se desprendêssemos o infinito, completasse o acaso, as orbes celestes flechariam o meu corpo entre nossos monstros de massa. Sob a luz não enxergamos o caminho, na escuridão caminhamos sem olhar. à meia-luz, à meia-sombra, no teu claro e no meu escuro; nos pomos a sonhar.</p>
<p>
<p class="MsoNormal"></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:courier new;">ps: feito durante a oficina &#8220;imargens&#8221; do prof. moreira. ou seja, totalmente influenciado pela semana de Letras.<br /></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:courier new;">ps²: estou condenado a simplicidade.<br /></span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=36&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sorte.</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Aug 2007 19:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ossosepalavras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos, Textos, Crônicas]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_qOUeW0tNWkQ/RtHQdJ_WQPI/AAAAAAAAABc/-GYl9nHTlEQ/s1600-h/lucky-dice.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_qOUeW0tNWkQ/RtHQdJ_WQPI/AAAAAAAAABc/-GYl9nHTlEQ/s320/lucky-dice.jpg" border="0" /></a>
<p class="MsoNormal"><span><br /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:courier new;"><span style="font-family:verdana;">“A sorte o acompanhava”, todos diziam. Sortudo desde pequeno. Nos jogos na infância, sempre ganhava. No futebol, era o perna-de-pau, mas trazia consigo a sorte para o time. Nos jogos de azar, tornara-se o favorito; nos jogos em dupla então? Era disputado! Todos o queriam. Queriam a sorte ao seu lado. O modo mais fácil de ganhar, como sempre! No entanto, tinha de haver um porém, sua sorte para o amor, era terrível. Metia-se nos relacionamentos mais errados, brigava, magoava-se, machucava-se. Chegou a dizer certa vez, que o ditado popular “Sorte no jogo, azar no amor”, seria uma praga. E das piores!</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Depois de inúmeros relacionamentos, pensou em se matar. Tirar a própria vida. Afinal, do que adiantava viver sem amor? Chamaram-no de imprudente, rebelde e ingrato com a vida. Pois tinha a sorte do mundo, e ficava com essas “idéias” fúteis. Banais. Ignorando as palavras, os conselhos de seus amigos, resolveu acabar logo&#8230; Consigo. Passou uma corda sobre o galho da castanheira plantada em seu quintal. Fez a forca, subiu na cadeira, rezou um pouco, respirou profundamente três vezes; empurrou a cadeira. Desesperou-se de imediato; porém, o sabor da morte, o gosto da vitória, o prazer de livrar-se da carne, o fazia calmo, sereno além da conta para a situação que vivia. Preso. Mas, tinha de haver um porém, enquanto tentava relaxar, ouviu o barulho de algo estalando, abriu os olhos, e assim que viu o galho<br />.<br />.<br />.</span><span style="font-family:verdana;"><br />Partiu-se ao meio.Caído no chão, rapidamente o nó ficou frouxo e o sangue pôde circular novamente. “Que desgraça!!”, pensou. Fora contar aos amigos o ocorrido. Depois do susto inicial que todos tiveram, a palavra <i>Sorte </i>veio novamente à tona. Como a responsável por sua vida ainda estar intacta. </span>
<div style="border-style:none none solidfont-family:courier new none;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:medium none;padding:0;"><span style="font-family:verdana;">Entretanto, tinha de haver um porém, a partir daquele dia, aquele homem, havia descoberto que o seu azar, era viver.</span></p>
</div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ossosepalavras.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ossosepalavras.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ossosepalavras.wordpress.com&amp;blog=2689542&amp;post=35&amp;subd=ossosepalavras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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